domingo, 5 de maio de 2013

O que faz.


A um certo tempo atrás, não tanto tempo assim, as pessoas valorizavam fotos pelos momentos que elas guardavam e colocavam-nas em álbuns para lembrarem depois. As pessoas valorizavam a amizade como algo que valia de companhia pra dividir os momentos. As pessoas faziam as coisas pra se divertirem e se sentirem bem, assim como diziam as coisas umas para as outras para que o simples fato de que a preocupação entre uns e outros existisse e nada mais importava se não o que cada um levava no peito.
Hoje vejo fotos como diários alimentadores do ego, amigos como números e status e pessoas falando e fazendo coisas com o único propósito de que os outros saibam do que você é capaz. Não existe mais amor próprio ou amor particular nas mesmas medidas de antes... Hoje só não é público o que traz vergonha.

Sinto vergonha é de fazer parte de uma geração que conseguiu banalizar até coisas que pareciam imortais como amizades, lembranças e o próprio amor sincero. Geração que tem a cara de pau de dizer que palavras são só palavras e não tem valor nenhum...
Acordem! Algumas frases mudaram o mundo em outros tempos!
O que faz palavras ou ações terem menos ou mais importância são as pessoas que as contemporizam.

sábado, 30 de março de 2013

Ela


Ela andou sorrindo por quase todo o caminho, até que a deixaram sozinha.
Pra ela não parecia ruim mas, já não era bom o suficiente pra que pudesse sorrir.
Com pele e percepção congelados, parou pra ouvir os primeiros que resolveram quebrar o silêncio. Não escolheu muitas das coisas que lhe ofereceram mas, o suficiente pra que pudesse voltar mais forte e menos vulnerável.
Ela não era fraca nem tão pouco burra e do alto de tudo que tinha ela percebeu aos poucos que mesmo conhecendo tanta gente ela, na verdade, não conhecia ninguém.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Um dia você para pra pensar.



Um dia você para para pensar em como as coisas estão...
Sua vida lhe da orgulho ou lhe envergonha?
Tudo o que você faz é se vestir de um jeito que não gosta; falar sobre coisas que odeia; com pessoas das quais gosta menos ainda, dia após dia como se o "pra sempre" fosse isso.
Sem tempo pra bolar um plano de fuga, você é obrigado a fugir mesmo sem um plano mas, dura tão pouco tempo que nem da pra chamar de fuga. É  mais como tentar se esconder porque o sentimento que a sua rotina robótica te traz, faz sentir completamente morto e isso sufoca.
Neblina baixa, cabeça baixa, moral igual. pra melhorar, só mesmo cuspindo tudo isso no papel.

Mude... Mesmo com medo, mude.

sexta-feira, 22 de março de 2013

No meio




No meio da sua rotina existem tantas coisas que você percebe mas não da a mínima importância. Coisas com um certo valor, um tanto medíocre, mas, relevante para outras  coisas.
O vai e vem das pessoas, dos carros, os sons, as cores... As vezes, tudo isso se torna tão repetitivo que você nem se da conta de que está acontecendo, de que essas coisas usam você como parte de todo o cenário.
Quando todo mundo parece ignorar você e você parece não alcançar ninguém - Eu sei que você sabe o que é sentir que o mundo todo não se deu conta de que você existe - Sinta o poder da indiferença e tudo o que ela consegue destruir em você. A sua parte mais viva, sua alma, o sentido da sua dor... Nada disso existe sem os outros.
Quando o silêncio e a solidão tomarem conta do seu ser, sem que você perceba, pergunte a si mesmo: "Será que ainda estou vivo?"

No meio do que você achava que era um todo, pode existir apenas o fim...  Você pode estar flutuando dentro dos ecos de tudo que viu, sentiu. Você pode ter deixado de existir e ainda não se deu conta disso.

quinta-feira, 21 de março de 2013


Menina e mulher são absurdamente diferentes. Não por idade, por noção. -FIM

La do outro lado


Ela sempre ficava la do outro lado. Era meio longe mas, dava muita vontade de ir até la.
Um dia, então, eu resolvi ir.
Nossa.... como era fria. 
Pele de vidro, coração de aço. Nos olhos, um poço sem fundo e algumas toneladas de charme no cabelo.

-Quando você vê alguém, pode ter várias reações. Uma delas é a indiferença, a mais presente. Em outras vezes é um pouco diferente mas, nada fora do normal. Em alguns casos raros, você sente...  você sabe que tem que fazer alguma coisa. Não da pra deixar que vá embora sem pelo menos trocar olhares, falar, talvez ouvir algumas coisas. Algumas pessoas são especiais e da pra sentir isso a quilômetros.-

Juntou pedaço por pedaço de todos os cacos e me entregou de mãos fechadas. Pra ela era uma maldição e, aos meu olhos, um tesouro. O que há de mais puro em um ser é o seu sofrimento.
Seu abraço parecia um pedido de socorro e baixinho ela sussurrava: "Chão, volte já para baixo dos meus pés."

Eu tenho medo de que não à veja mais daquele jeito... sem mentiras, sem máscara. Pra minha sorte, sempre que à vejo é assim.
Espero que nunca mude.



Mas, é isso. As pessoas gostam das coisas em frações, são como memórias.
Quando elas lembram das coisas, escolhem as melhores partes pra guardar e lembrar do resto só por aquelas partes em especial.
É como funcionam os textos


Tem muito mais na vida do que só o que da pra ser vivido.



consciência é mesmo algo incrível, eu sei disso. Mas, mesmo assim, na maior parte das vezes eu prefiro a ausência dela.



Algumas pessoas mudam pra se proteger das coisas que às fazem mais felizes... Por medo de tudo o que querem.

Cheios



O mais complicado é começar a falar...
Antes de falar, enquanto a gente só pensa, imaginamos a pessoa ignorando completamente o que você diz, talvez rindo e te achando um idiota....
Por isso tem tanta gente calada por aí. Algumas pessoas acham que a maioria das pessoas é vazia.
Na verdade, elas são cheias... Cheias de medo.

Como nunca antes



Ele sentia seu peito vazio de tal forma que nem a fumaça do cigarro adiantava mais. O gosto na boca era amargo e não dava pra saber se era por causa da bebida ou se sempre foi assim, mas ele nunca tinha percebido.
Não dava pra fixar o olhar no rosto das pessoas em que ele esbarrava, a rua estava muito cheia pra prestar atenção em alguém. A música que tocava no fundo misturava toda a melancolia com aquele amontoado de vozes e risos e não se podia entender nada...  
Lábios, rosto, pernas, corpo, alma...  tudo amortecido e anestesiado. Tudo combinava muito bem com os vultos que ele via contra a luz naquelas calçadas cheias.
Meio tonto, meio não. Ele não sabia se estava em movimento ou parado, nem sabia o que queria fazer ou o que estava fazendo. Ele só queria se sentir vivo e acompanhado, mas, naquele exato momento, sentiu-se  sozinho e morto como nunca antes.

domingo, 10 de março de 2013

É por causa dela


Eu sei que o mundo é feio, que os hábitos são ruins e que quase tudo que parece bom é recheado com mentiras... Não sou ingênuo nem idiota, sei o quanto é frio la fora.
Conversar com você me leva pra fora dese mundo. Não sei direito em qual parte do caminho você me envolve, em qual parte você toma conta de mim e me leva pra tão longe... Mas talvez eu n tenha percebido. Em que parte do caminho você escolheu a lucidez?
Lembra do mundo que criamos? Eu sei que você lembra. Esteve nele a pouco tempo. Você pode se jogar nos braços da loucura sempre que quiser.
Perca o medo de fechar os olhos, perca o medo de se olhar no espelho... Você tem medo de ver a própria alma, de olhar pra dentro de si mesma. Não pode ter medo de olhar pro único lugar onde pode me encontrar... dentro de si mesma. Essas coisas são como o medo do escuro, e sabe de uma coisa, existe uma solução em comum pra tudo isso: "Luz"

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Hoje eu poderia.


Hoje eu poderia acordar mais cedo, terminar de ler aquele livro, ver aquele nascer do sol, tomar café da manhã com meus pais, tirar aquelas fotos, arrumar aquela parte do quarto que ainda ta uma bagunça, poderia ver aquele filme que faz tempo que quero ver, poderia escrever pra aquele amigo de longe, poderia vender algo que n uso mais e aproveitar o dia pra fazer aquela tatoo que eu sempre quis, poderia tirar o dia pra sair por aí sem rumo só pra tirar aquelas fotos que eu sempre imagino, poderia conhecer alguém por acaso, poderia me sentir livre das coisas que odeio o tempo todo.
Mas que droga... Escrevendo e lendo isso, percebo que é tão simples e que eu já poderia ter feito isso tantas e tantas vezes...
"Dormir antes de sonhar", ta aí um hábito que eu devia praticar um pouco mais...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Se, se, se...




Se eu tivesse conhecido você a muito tempo, se eu visse você passar todos os dias pelo mesmo lugar, se eu pudesse olhar pra você sem você saber, se pudéssemos ter nos encontrado em qualquer lugar por acaso e conversado sobre qualquer besteira, depois disso ter se encontrado de novo por conta do mesmo acaso, talvez surgisse encanto, talvez pudesse falar.
"Mas você nem me conhece" - Da pra saber muito sobre uma pessoa só sabendo do que ela gosta, como é o humor dela e olhando fundo nos olhos...
Mas não é assim, nunca vamos nos ver e você nunca vai saber como sou de verdade, assim como nunca vou saber nada sobre você. Podemos estar um do lado do outro e não conseguimos perceber, não conseguimos ver.
Tantas vidas que poderíamos viver e não vivemos, tudo tão próximo e, ao mesmo tempo, tão difícil de enxergar.

É estranho


É estranho como algumas coisas boas vão perdendo sua magia quando acontecem muitas vezes e algumas coisas ruins, são ruins sempre do mesmo jeito...
É como se a vida existisse só pra ser ruim e a gente vivesse maquiando ela com coisas boas, se enganando com algumas sensações diferentes e achando que isso é felicidade.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Realismo


Existiram algumas pessoas na minha vida com as quais eu conversei, as quais eu conheci e me esforcei pra agradar. Essas mesmas pessoas em poucas palavras ou em uma única ação, me fizeram parar e deixar pra la todo o interesse. Simplesmente sou obrigado a ignora-las pra que eu n me sinta ridículo...

É foda, mas é assim... você faz de tudo pra que as pessoas parem de reclamar que todo mundo é igual e elas retribuem você agindo como todo mundo. 
Hipocrisia medonha... reclamam que todos são iguais e, quase nunca, são diferentes com ninguém.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Madrugada


Então você acorda ainda meio tonto e muito confuso... completamente perdido no tempo.

Aí você estica as mãos e n encontra nada, senta na cama e pergunta se tem alguém ali. Levanta e ascende a luz, mas não vê ninguém.
Vai até o banheiro jogar água no rosto pra passar a zonzeira. E de repente: BOOM!
A água toca no rosto e você volta pra si mesmo como se fosse um soco na cara
Não tem ninguém ali, você está sozinho... mais uma vez, como em todos os outros dias.
E a ausência não é dessas afetivas comuns, como uma namorada. É a presença de qualquer um. Não existe ninguém com você e ninguém que pudesse estar ali.
Vem uma sensação de desconforto e uma vontade de sair correndo pro meio do nada...
mas não da nem pra fazer isso...
Você volta pra cama e é obrigado a tentar voltar a dormir com isso na cabeça.